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REPRESENTAÇÃO NO BRASILAgência de Cooperação Internacional do Japão

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ONG da Vez (2): A entidade Cidades Sem Fome

23/08/2010

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Promover a melhoria de qualidade de vida por meio do plantio de hortaliças em terrenos baldios nas áreas de população de baixa renda (favelas, periferias, etc.), com a finalidade de criar e oferecer trabalho e renda aos moradores dessas comunidades.

Estas são as principais atividades da Organização Cidades Sem Fome.

A distribuição das hortaliças produzidas à população local, a preços inferiores aos de supermercados, melhora a alimentação e a nutrição dessa população e beneficia financeiramente a comunidade local.

Todas as hortaliças produzidas são orgânicas, e a quantidade de hortas possuídas por essa ONG chega a 21, distribuídas dentro e fora da cidade de São Paulo. Em cada horta, a equipe se reveza a cada dois anos. Esses dois anos significam o tempo para cada equipe receber uma capacitação profissional satisfatória. Uma das características do empreendimento é a partilha do lucro da venda das hortaliças entre todos os integrantes da equipe.

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Em seu início, as atividades eram desenvolvidas pelo Sr. Hans Dieter Temp, representante da ONG, como um de seus passatempos prediletos. Mas, atualmente, as atividades cresceram tanto a ponto de receberem o apoio de instituições nacionais e internacionais, entre outros: Petrobrás, Syngenta, STIHL, Governo de Nova Zelândia, Governo do Japão por meio de projetos comunitários, Deutsche Bank, Fundação Inter-Americana – IAF, Instituto HSBC e Ecourbis Ambiental.

Desta vez, visitamos duas dessas hortas: a da Comunidade PROMORAR II, localizada no Jardim Tietê, e a da região de Sete Cruzes, no município de Suzano.

<Comunidade PROMORAR II>

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As atividades da horta nessa comunidade foram iniciadas aproximadamente há dois anos, em um terreno dentro da propriedade da Transpetro, depois de obter a autorização da empresa. A horta tem 3.500 m2 e localiza-se dentro de uma comunidade que tem 30 mil habitantes, sendo a única área dessa região que produz e vende hortaliças. A equipe atual é composta por 13 pessoas e quase todos viviam da reciclagem de lixo. A renda média mensal desses moradores era de 60 a 80 reais, e agora aumentou 10 vezes. No início das atividades produziam farta variedade de hortaliças, mas, em razão da falta de conhecimento da população sobre hortaliças, sucederam variedades que absolutamente não conseguiam vender. Atualmente produzem 7 ou 8 variedades de hortaliças mais populares. Um posto de venda foi instalado na proximidade alugando uma residência do parente de um dos membros da equipe. Os homens executam o trabalho braçal de produção, e as mulheres se encarregam da loja vendendo hortaliças produzidas e outros itens para a comunidade local. Além de vender as hortaliças produzidas, vão 2 ou 3 vezes para a cidade, para comprar utensílios domésticos, água potável, gêneros alimentícios e outros produtos para revender. O faturamento no final do mês chega a alcançar 5 mil reais. A abertura da loja permitiu a formação de recursos humanos não só pela capacitação profissional em produção de hortaliças, mas também em administração, contabilidade e outras habilidades.

Paralelamente, as atividades da ONG contribuem também para aspectos sociais e de saúde. Por exemplo, diferentemente da época em que levavam mais de 20 minutos de ônibus para fazer compras na cidade e que não conseguiam obter hortaliça com facilidade, o fácil acesso a esses itens atualmente trouxe melhorias na alimentação da população local. E ainda, o terreno antes de ser utilizado para plantio era um território sem lei, famoso como local de homicídios e ponto de encontro de usuário de drogas. A iniciativa melhorou a segurança das imediações da horta.

<Sete Cruzes, município de Suzano>

A horta da região de Sete Cruzes localiza-se em uma área privada cedida para o projeto, com produção iniciada há dois anos. Diferentemente da comunidade anterior, sua população é pequena e a hortaliça produzida é vendida, entre outros, para grandes supermercados e para merenda escolar. Atualmente, está em construção um Centro de Capacitação para os beneficiários do projeto Cidade Sem Fome. Além da horta, foi construído um tanque de 8m x 12m x 1,80m para experimento em piscicultura, que já conta com 1.050 peixes. Uma estufa de invenção própria também está sendo utilizada. A maioria da população local é de baixa renda e nela predomina o analfabetismo. Em razão disso, os cursos de capacitação profissional (método de cultivo e outros) dirigidos para a comunidade local são centrados no treinamento prático.

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Nessa região, só há uma escola e há previsão de ela ser fechada. O hospital, a base comunitária de segurança, e até a padaria mais próxima distam 13 km Não há rede de esgoto, nem de iluminação. O caminhão de coleta de lixo começou a passar apenas recentemente. O telefone público existe, mas, no caso do celular, não há sinal. Mesmo nessa difícil situação, o projeto ajudou a triplicar a renda da equipe participante.

As metas da Organização Cidade sem Fome são; Aperfeiçoamento do Know-How do cultivo, processamento e comercialização da hortaliça e outros produtos; e melhoramento das condições de trabalho e renda das comunidades locais.(http://cidadessemfome.org/pt/)

As pessoas que queiram apoiar a ONG e contribuir para melhorar a qualidade de vida da população de São Paulo, ou que gostariam de obter mais informações favor, contatar.

Kelly Nishikawa
NGO-JICA Japan Desk
JICA Brazil Office
Tel: +55(61)3321-6465
Fax: +55(61)3321-7565
E-mail: jicabr-ngo@jica.go.jp

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