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REPRESENTAÇÃO NO BRASILAgência de Cooperação Internacional do Japão

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Apoio ao autista: Um sonho realizado! Os 10 anos até conseguir um emprego.

14/06/2016

Um projeto comunitário, realizado com a cooperação entre o Topos no Kai no Japão e a Beneficência Nipo-brasileira (Enkyo), que teve como objetivo apoiar os portadores de autismo, terminou no mês de março.

Primeiros passos no ano 2006

FotoSra. Saiki (esquerda), Sra. Yano (direita)

Sra. Saiki e Sra. Yano, cujos filhos são autistas e frequentaram a "PIPA", aceitaram realizar uma entrevista com a JICA. A PIPA, um estabelecimento da Enkyo, é um centro terapêutico especializado no tratamento de crianças diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista.

As crianças na PIPA se desenvolvem até poderem ser incluídas na sociedade, através de uma metodologia japonesa chamada Terapia de Vida Diária (TVD), e também pelos esforços dos educadores persistentes e afetuosos.

Esse apoio começou com o desejo das duas senhoras.

JICA:Como começou o projeto?

Yano: Em 2003, fui ouvir a palestra da professora Takako Saegusa, especializada no método da Terapia de Vida Diária (TVD). Fiquei impressionada e comecei a desejar que esse método fosse aplicado ao meu filho. Portanto, em 2005, viajei ao Uruguai para visitar um estabelecimento que a professora Saegusa fundou. No ano seguinte, em abril de 2006, inauguramos o Projeto de Integração Pró-Autista (PIPA) nas dependências de um templo, com o esforço de quatro pais: eu, senhora Saiki e outros dois. Em agosto do mesmo ano, conseguimos o apoio financeiro da Enkyo, na parte de pagamento para os educadores. À medida que o tempo passava, aumentava o número de usuários, e em 2010 já tinha mais de dez pessoas. Então, transferimos a PIPA para o local atual. Conseguimos esse progresso todo graças ao apoio da Enkyo.

- A professora Saegusa é uma especialista em apoiar os autistas e participou de vários projetos da JICA e também trabalhou na PIPA como uma voluntária da JICA. Após o termino da atividade de voluntário, continuou o apoio para PIPA dentro do projeto comunitário.

- A Enkyo também é um parceiro importante da JICA, que implementa várias assistências sociais na sociedade brasileira.

JICA:Seus filhos, o Kento (17) e o Hiroshi (17), frequentaram a PIPA desde a inauguração. Quais mudanças foram percebidas neles?

Saiki:Meu filho mudou muito. No início, ele não gostava de muitas comidas. Mas graças ao apoio dos professores persistentes, ele não teve mais esse problema. Calçar e amarrar os sapatos, se sentar e escutar as instruções dos professores, se mover, arrumar o quarto e etc. meu filho conseguiu aprender as atividades do dia a dia. Ele gosta da aula de educação física e pode até pular duas cordas. Na fase inicial da adolescência, ficou temperamental por algum tempo, mas já se acalmou e ultimamente me ajuda muito. Ele também ajuda a montar caixas de pizza para uma pizzaria. Eu nem pensava que ele pudesse vir a ajudar alguém quando ele era pequeno.

FotoKent Yano
FotoHiroshi Saiki

- O Kento e o Hiroshi conseguiram o emprego dentro do hospital Nipo - Brasileiro neste ano. Dentro do TVD, as instruções persistentes são significativas. Além disso, é importante acreditar na capacidade das crianças. As duas mães agradecem muito aos professores afetuosos da PIPA.

JICA:Como foi a reação dos circunstantes quando eles conseguiram o emprego?

Yano:No início, conseguir um emprego era um sonho quase impossível. Todos os parentes ficaram surpresos. O próximo passo é pensar onde os filhos irão viver no futuro.

JICA:O que é que as senhoras desejam para o apoio aos autistas no Brasil?

Saiki:Gostaria que o método utilizado dentro da PIPA seja disseminado em todo o Brasil. Outros pais também dizem que as crianças mudam muito depois de entrar na PIPA. Eu acho que a TVD é muito boa.

Yano:Há dez anos, dizem que o autismo afeta 0,1% da população. Mas agora é dito que aumentou até 1%. Ainda existem autistas de 17 anos que usam fraudas. Eu acho que um estabelecimento como a PIPA, que utiliza o método TVD, é muito importante porque eles visam a integração social dos autistas. Espero que mais crianças e respectivos pais possam receber esse apoio, e saber que os autistas podem trabalhar, como nosso filho.

Entrevistadora: Makiko Akatsuka / JICA Tóquio

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