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REPRESENTAÇÃO NO BRASILAgência de Cooperação Internacional do Japão

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Koban: onde a Polícia do Japão e de São Paulo se encontram

12/09/11


Koichi Maruyama, inspetor da Polícia de Kyoto e perito da JICA, esteve no Brasil entre 8 de agosto e 3 de setembro, para conhecer o policiamento comunitário no sistema Koban adaptado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), inspecionar, sugerir melhorias, frisar a importância das visitas comunitárias e da organização dos arquivos de dados, e apresentar novas ideias de atividades da polícia com a comunidade.

A cada dia em que visitava as Bases Comunitárias de Segurança (BCS), ou Kobans, em São Paulo, o perito levava seu inseparável caderno onde anotava tudo o que via e ouvia e uma mochila cheia de ideias transformadas em material de distribuição para prevenção de delitos e crimes. Maruyama visitou 17 Bases em São Paulo e o Chuzaisho (Base Comunitária de Segurança Distrital) de Pindorama, Mogi das Cruzes, instalação onde o policial trabalha e reside com sua família.

O inspetor trouxe ideias atualmente empregadas no Japão que considera as melhores para o trabalho da polícia em conjunto com grupos de voluntários das comunidades. Em vídeos, fotografias, slides ou material físico, as atividades dos voluntários japoneses foram apresentadas inúmeras vezes em São Paulo, para policiais e líderes comunitários. Um dos exemplos mostrados é um livreto elaborado por uma comunidade e com a colaboração de crianças que, acompanhadas de adultos, percorreram ruas para identificarem locais que consideraram perigosos ou seguros para se andar por eles. A partir dessa identificação, foram confeccionados mapas que indicam locais perigosos e seguros na localidade, assim como os estabelecimentos comerciais cujos proprietários, em comum acordo com a polícia japonesa, concordam em abrigar crianças que se sintam estarem sendo perseguidas na rua. Todas essas informações estão contidas no livreto que é distribuído para o público infantil, pais, professores e todos que têm crianças sob sua responsabilidade, na comunidade.

Convidado a participar de uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) do Bairro do Belém, região leste da cidade de São Paulo, o perito, especialista em segurança e mobilização comunitária, não hesitou, esteve presente e falou aos moradores sobre o policiamento comunitário no Japão e sobre o trabalho dos voluntários para prevenir a criminalidade, e respondeu as várias perguntas que surgiram, sobre assuntos gerais de segurança.

Segundo Maruyama, há cerca de 14 anos, o Japão desfrutava da fama de ser um dos países mais seguros do mundo. Mas a criminalidade começou a crescer, e a população percebeu que, sem a sua participação ativa, a segurança não poderia ser mantida. Então, os cidadãos resolveram arregaçar as mangas e participar de trabalhos voluntários, em grupos, formando camadas de redes interligadas com a polícia, no esforço conjunto visando o bem de todos. Graças a essa mobilização, os índices de criminalidade voltaram a cair, e o país pode continuar a ser referência em questões de segurança pública. Por isso, Maruyama afirma que, sem a colaboração da sociedade civil, não é possível preservar a segurança pública. Essa foi uma das instruções que passou para policiais e comunidades, como perito em policiamento comunitário, em São Paulo.

O perito também ministrou uma palestra no Curso de Multiplicadores de Polícia Comunitária – Sistema Koban, para policiais das 12 unidades federativas, além de São Paulo, que participam do Projeto de Implementação do Policiamento Comunitário Utilizando o Sistema Koban, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), do Ministério da Justiça. Além disso, visitou a cidade de Porto Alegre, RS, onde participou do Encontro Nacional de Coordenadores de Polícia Comunitária e ministrou uma palestra sobre o sistema Koban. Nas duas palestras, o inspetor falou sobre as atividades da Polícia do Japão com vários grupos de voluntários cadastrados que fazem patrulhamento e campanhas de prevenção da criminalidade.

Cumprida tal agenda árdua e longa, quando conversou muito com policiais, conheceu a realidade das comunidades e, principalmente, o trabalho das Bases, e mostrou atividades e novidades da Polícia japonesa, o inspetor retornou ao Japão na noite do dia 3 de setembro, afirmando que gostou de São Paulo e que vem outra vez ao Brasil. O perito também elogiou o empenho, dedicação e seriedade dos policiais das Bases paulistas. E revelou ter se emocionado ao ver a vontade dos comandantes de Base de realizar ações para a melhoria da segurança das comunidades e ao saber da drástica queda dos índices de criminalidade em algumas regiões onde se instalaram as Bases da PMESP.

Incansável, Maruyama tinha um lamento que revelou ao longo de sua estadia: “queria que me dessem mais tempo para fazer o meu trabalho aqui”.


photo Perito Maruyama (dir.) em visita à Base Comunitária de Segurança Pari em São Paulo

photoPerito Maruyama (centro) em visita à Base Comunitária de Segurança São Judas em São Paulo

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