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REPRESENTAÇÃO NO BRASILAgência de Cooperação Internacional do Japão

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Mal de Minamata no âmbito da Cooperação Internacional: Ajudando e difundindo o conhecimento para outros países latino-americanos.

15/05/12

O Mal de Minamata começou a surgir em 1956, após o início de despejo dos resíduos líquidos de uma fábrica de Agrotóxico na Baía de Minamata em 1946.
As primeiras mudanças após o despejo era a mudança de ecossistema da Baía de Minamata. Houve relato de que os pescadores não conseguiam pescar mais os peixes, camarão, polvo que eram normalmente pescados naquela região.
Em 1953, começaram a aparecer os peixes boiando na Baía e ao mesmo tempo começaram a surgir os estranhos sintomas dos gatos da região, chamados como “gatos dançantes”.
Tendo como o ano oficial do surgimento do Mal de Minamata, em 1956, desde então, segundo o governo houve 2.271 pessoas registradas como portadoras da doença de Minamata e até o final de Março de 2011 foram confirmadas 1.739 pessoas falecidas.
O nível de contaminação de mercúrio pelos pacientes do Mal de Minamata chegava a atingir o nível de 338 ppm e na década de 50 chegou a atingir 705 ppm. Sendo que as pessoas comuns haviam acumulado o considerado como normal que era na faixa dos 2,47 ppm ( Homem) e 1,65 ppm ( Mulher). Apesar de que mesmo em alta concentração de mercúrio, dependendo do estado químico do mercúrio estar na forma orgânica ou inorgânica, pode acarretar no surgimento dos sintomas do Mal de Minamata ou não. Na verdade, não se sabe ao certo quais são os fatores que fazem surgir os sintomas do Mal de Minamata. Há discussões de que, apesar da alta concentração de mercúrio no corpo, precisa se de tempo para que comece a surgir sintomas. Mesmo após 56 anos de surgimento, não se sabe ao certo qual o funcionamento do surgimento de sintomas no corpo humano.
A partir de 1970, a repercussão gerada por esses acontecimentos incentivou a criação das medidas preventivas e corretivas de combate à poluição ambiental, descrito abaixo.
• Regulação de efluentes por parte da Lei de Prevenção de contaminação da qualidade da água (1970)
• Orientação de conversão do processo de manufatura (fabricação com uso de nitrogênio foi interrompida em 1968)
• Dragagem de água e aterro nas áreas contaminadas (1974 -1990)
• Instalação de separação de rede nas áreas contaminadas (1974 - 1997)
• Compensação de pesca e orientação de regulação de peixes e moluscos comestíveis da área poluída

Além do ocorrido no Japão, surgiram os mesmos problemas também em outros lugares do mundo, tais como na, China, Canadá, Indonésia, Filipinas e no próprio Brasil, principalmente devido à utilização de mercúrio em atividades de extração de ouro.
Anos depois, o Japão conseguiu enfrentar esse problema, resultando em tecnologias de descontaminação e controle do uso do mercúrio, além da medição de mercúrio de uma forma barata, rápida e confiável, conhecido como método Akagi.

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O Japão com a experiência em resolver essas questões, foi requisitado pelo Brasil que enfrentava o problema no Norte do Brasil, e assim o governo dos dois países acordaram sobre a execução de um projeto de cooperação técnica com o Instituto Evandro Chagas, no qual houve o intercâmbio técnico entre especialistas Japoneses e Brasileiros, além de treinamento no Japão, doação de equipamentos e construção de laboratórios.
Os primeiros projetos a serem executados nesse âmbito foi o projeto de Cooperação Técnica da JICA “Análise de poluição de mercúrio no Amazonas “(1994-2000). Após o término desse projeto foi implantado o projeto “Fortalecimento do Sistema de Vigilância em Saúde do Metil mercúrio na Bacia do Rio Tapajós” (2007-2010).

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Atualmente, o Instituto Evandro Chagas se tornou uma referência nacional em análise de mercúrio e através do Programa de Parceria Brasil-Japão (JBPP) difundirá os conhecimentos adquiridos para outros países. Paralelamente, está sendo executado o projeto na modalidade de projeto comunitário “Projeto para o Fortalecimento do Monitoramento da Contaminação por Mercúrio na Saúde no Estado do Acre” que foi aprovado em 2011, que continuará até 2013.
O objetivo do projeto é contribuir para a organização do sistema de vigilância sanitária e ambiental no Estado do Acre, através da instalação de estação de monitoramento de mercúrio e atividades de transferência de tecnologia.
Para maiores informações favor entrar em contato com a pessoa abaixo.

JICA Brasil
Goro Kodama
NGO-JICA JAPAN DESK
Tel:+55(61)3321-6465 (ramal 114)

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